W.Inacio.Costa

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27 ago 2009

Uma máteria publicada no G1 Justiça proíbe guia que chama as cariocas de ‘máquinas de sexo’ levanta mais um vez a questão liberdade artistica/expressão x ofensa. Em 2004 esse debate veio a tona, na oportunidade os incomodados pela sua suposta falta de liberdade foram a Rede Tv e o apresentador João Kleber o resultado foi o Direitos de Resposta, programa em 30 capítulos exibido pela emissora com produção da sociedade organizada.

No caso do guia turístico, acredito que deve haver censura sim. Quando infringi os direitos e respeito à humanidade ela certamente deve existir. Esse caso,pelo que me foi apresentado, é isso. Eu discordo do relato de algumas companheiras de que existe um preconceito contra apenas as brasileiras fora do país, infelizmente ele não se restringe a nossas conterrâneas se expande as africanas, para as leste-europeias, asiáticas etc, por seu exotismo, experiências, rótulos etc.

Nos machos humanos ainda carregamos no gene toda a opressão que passamos enquanto machos dominados de um bando (que eram a maioria) e ainda nos damos o direito de pensar que devemos acertar com um tacape a cabeça de uma fêmea e arrastar para uma caverna. A proposta natural foi deliberada a fêmea a escolha do reprodutor para perpetuar a espécie e a ambição do macho em acreditar que o seu gene é o melhor na saga da perpetuação da espécie nos fez mais fortes para que através da força pudéssemos nos impor perante a fêmea.

Passado o período animal, aceitamos a monogamia divina porém não conseguimos sobrepujar a nossa opressão ao sexo feminino, que classificamos como sexo frágil, também por divindade, para poder torná-las pseudo-dependentes. Por isso é muito mais fácil aceitarmos a classificação de “maquina de sexo” do que as mulheres, não que elas não se sintam prazer em agradar seu parceiro sexual, e também ser agrada, mas nossa origem ainda não nos permitiu (mulheres e homens) encarar a liberdade sexual.

Voltando ao ponto da censura, eu não conheço ao material, mas se as mulheres acreditam que foram ofendidas cabe sim a retirada de circulação dessa publicação. Se pendurar a todo momento na liberdade de expressão e liberdade artística para ofendermos ou estereotiparmos os diferentes é um recurso que esta sendo usado cada vez mais, porém para defender ações rasteiras que ao meu ver, um autor com um senso crítico e artístico um pouco mais apurado poderia evitar esse tipo de coisa.

É evidente que não podemos generalizar. É claro que existe uma hiper subjetividade na classificação, correndo o risco de tornar proibido textos, que no primeiro momento, descontextualizados, são um ofensa grosseira, mas podem ser sacadas artísticas ou informativas que contribuem com o debate e para o avanço da sociedade para um equilíbrio melhor suprimindo a opressão as minorias. F ico com a regra de impedimento, na dúvida segue o lance.

Cabe a nós mediadores de diálogos da sociedade prezarmos, ou melhor lutarmos, para que “verdades” e permissões supostamente inofensivas sejam evidenciadas como perigosas, pois muitas vezes agimos por instinto, onde  fica depositado nosso preconceito.

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